24 de set de 2008

Se você está de pé, cuide para que não caia

Nessa Terça-feira na aula do Seminário, o Pastor Eduardo compartilhou conosco a informação do escândalo da queda do Pr. Gugliemucci, membro do Hillsong, que inventou um câncer para esconder seu vício por pornografia. Vamos orar por esse pastor e aprender com o erro dele.

Envergonhado o Pastor Michael Gugliemucci finalmente contou que inventou uma luta contra um câncer terminal para esconder seus 16 anos de obsessão com pornografia.

"Esse é quem eu sou...Sou viciado nessas coisas, isso consome a minha mente," ele disse da pornografia na sua primeira entrevista no Today Tonight desde que a história foi revelada no AdelaideNow semana passada. "...Eu estou doente e é por isso que eu tive que inventar um tipo de explicação para o que estava acontecendo com meu corpo." A vergonha de seu vício se manifestou fisicamente, resultando na queda de seus cabelos e vômitos. "Eu tenho vivido uma mentira por muito tempo," ele disse. "Eu tenho escondido quem eu sou por tanto tempo. Eu posso dizer honestamente que os últimos dois anos tem sido um inferno pra mim fisicamente, emocionalmente, mas eu nunca sentei e pensei ...'vou enganar todo mundo' Today tonight insiste que não pagou pela entrevista com o homem que tem se escondido e recebido tratamento psiquiátrico desde que AdelaideNow revelou a teia de mentiras semana passada.

O senhor Guglialmucci, que diz ter escrito a música Healer depois de ter sido inspirado por Deus, também afirma que todo dinheiro arrecadado com a venda da música será retornado. "Eu não tenho desejo nenhum de manter qualquer ganho financeiro disso, já estamos providenciando pra que esse dinheiro seja devolvido," ele disse. "Eu sinto muito, não somente por mentir para amigos e família sobre minha doença, mas eu sinto muito por uma viver dizendo que sou algo que não sou...desse dia em diante direi a verdade."

Mr. Guglielmucci escreveu para o comissário da polícia Mal Hyde, se oferecendo para cooperar totalmente com qualquer inquérito policial sobre sua falsa doença. O advogado de Michael escreveu ao Comissário da polícia todas as informações pertinentes ao caso, e o notificou das intenções de Michael Guglielmucci de cooperar totalmente com inquéritos policiais.

"Dois anos atrás, eu anunciei que estava sofrendo de câncer, a verdade é que eu estava doente, mas não de câncer, e usei um erro de diagnóstico para esconder a mentira que eu estava vivendo." O pastor caído era uma celebridade Cristã, que disse que Deus inspirou sua música popular Healer. A música se tornou um clamor de fé para os Cristãos, dos quais muitos fizeram doações para ajudar Guglielmucci na luta contra o câncer.

22 de set de 2008

My HIV and homosexuality online research

Resource website: My HIV Life
  • This is the coolest website about HIV, with all the necessary information, videos, very well designed, easy to navigate through it. Loved it! I learned a lot from it.
Video: Cory Norlund, a person living with HIV
  • Great testimony from Cory. He's a Christian, very well-spoken, very open, very honest. Loved it! "If you're living with HIV you can still hold a job, take care of your finances, learn how to surf, and even get married...If you are not living with HIV you can love someone who is."
Video: Facing HIV as a family
  • This is Cory and his mom talking about how they reacted to the HIV diagnosis as a family.
Ministry: He Intends Victory
  • The ministry that Cory was/is part of. I liked their creativity with the name of the ministry, besides that, the website itself has little information.
Text: Still struggling with same-sex attraction by Mike Ensley
  • Really interesting text. I particularly liked this phrase: "We often say the opposite of homosexuality isn't heterosexuality, it's holiness. That means God is calling us away from a me-centered life, including a me-centered sexuality." Mike writes about SSA based on his experience and that of many others he has been in contact with through his work in Exodus International. His main point is that struggling with same-sex attraction is just the struggle of every other christian: our sinful nature. "...while my sinful nature is fading away to make room for Christ's new life — and it is — I will not be fully free of it until Heaven."
Video: How to witness to someone who is gay? (video 1)
  • In San Francisco, CA by Ray Comfort and Kirk Cameron from The way of the Master ministry. I love the way these guys witness: with genuine love for souls, rooted in God's Word, with so much confidence and naturalism.

Radio program: Can homosexuals change?
  • Albert Mohler asks a big question to Christians out there and listens to their answers: "If you believe homosexuals can change, would you want your daughter to marry one?" I've lost count of how many times I listened to this radio show. It's very good! I asked my dad this question and his answer was "No." - I knew it, but then after talking to him about some of the things I learned through the radio show, he changed his mind. After all we live in a world of a fallen sexuality. Whether heterosexual or homosexual we've all gone away from God either through pornography, masturbation, sex out of marriage, impure relationships or anything else we've done wrong lead by sexual desires. We are all saved by grace, not because of our own righteousness.
Text: Can homosexuals really change? A Christian response to Dan Savage
Book: Someone I love is Gay: How Family and friends can respond
  • Found this book first at Amazon.com, when looking for good christian books on homosexuality. Then I googled it and was happy to be able to read it online. I particularly liked this one because I found many advices that would work for all parents facing difficulty in dealing with their kids' struggles or wrongdoing. I even used it to preach about "holding on to our rights" (chapter 5 - page 76).

Fórum: Você casaria com uma pessoa que não pode ter filhos?
  • Achei esse site quando procurava sobre HIV positivo no casamento. Bem, interessante a resposta de um jovem contando sobre o testemunho de um casal da Igreja dele, em que o rapaz é HIV positivo e a moça negativo. As dificuldades enfretadas pelo casal são bem típicas de um caso como esse: o medo da transmissão, o fato de não poder ter filhos e a não aceitação da família da moça.

Livro (li em 2002 e reli em 2008): Depois daquela viagem - Diário de bordo de uma jovem que aprendeu a viver com Aids
  • Esse livro me marcou bastante, e quando o Bruno me contou o testemunho dele eu lembrei da parte que ela compara viver com HIV com fazer um bolo em 45min. O diagnóstico da Aids está associado ao fato de que se tem pouco tempo pra viver, e isso leva ao desespero.
"Em suma, minha vida acadêmica não era nenhuma maravilha. Mas, apesar de tudo, dava pra ir levando como qualquer outro mortal. que aconteceu então? Contas, oras. A minha cabeça começou a fazer contas de novo. E depois de alguns cálculos cheguei à infeliz conclusão de que eu não teria tempo de terminá-la, pois antes disso já teria morrido.

Nessas aparece um abelhudo qualquer e diz: ”Mas você não pode pensar assim. Todo mundo vai morrer um dia”. Eu sei, gente. Estou cansada de saber disso, mas não é a mesma coisa. Deixa ver se eu consigo explicar.

Suponhamos que eu faça um bolo de chocolate — por sinal o único que sei fazer. Receita da Gábi, lá da escola. Era o bolo que a gente fazia pra vender no recreio e arrecadar dinheiro pra nossa formatura. Os ingredientes são os seguintes:

3 xícaras de farinha de trigo
2 xícaras de açúcar
1 xícara de chocolate em pó
2 xícaras de água fervente
1 xícara de óleo
2 ovos
1 colher de sopa de fermento em pó
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 pitada de sal.

Aí você põe tudo numa tigela e mexe. Passa margarina numa fôrma retangular, despeja a massa dentro e põe no forno pra assar. Para completar, uma cobertura de brigadeiro e pronto! Aí está o bolo de chocolate mais gostoso do mundo!

Alguém chega então e diz que, sem você perceber, estava marcando o tempo enquanto você fazia o tal bolo. E que — na maior calma, sem pressa nenhuma — você levou exatos 45 minutos. Ele propõe o seguinte: que agora você faça tudo de novo, o mesmíssimo bolo, no mesmíssimo tempo, só que com uma pequenina diferença: vai pôr um relógio bem na sua frente marcando os minutos e fazendo tique-taque. Vamos lá?

Um, dois, três e já! Ingredientes: ovos, onde estão os ovos? Na geladeira. Pega os ovos. Ploft! Os ovos caíram, maior meleca. Pano, onde é que tem um pano? Ah, na área de serviço. Abre a porta da área, o Felipe foge (Felipe é o nosso cachorro, um bcuéd-hound, aquela raça que tem uns vinte centímetros de orelha, cinco de pata, oitenta de comprimento e é gordo, bem gordo). Entro na área de serviço e reviro tudo pra procurar o pano. Acho o pano, volto pra cozinha,
— Vó, não tem fósforo nessa casa não?!

— Não, minha querida, o fogão é automático.

-Ah...

Tique-taque, tique-taque, quinze minutos, tique-taque, ferve a água, tique-taque queima a mão. Tique-taque, tiquetaque não vai dar tempo! Sal, bicarbonato, fermento, manteiga, margarina... Socooooorrrro!!!

Viu? Foi mais ou menos isso que aconteceu comigo. Eu me atrapalhei toda e larguei a faculdade. Acho que nem preciso dizer que nos dois casos, no bolo e na faculdade, o tempo não havia se esgotado. Se olhasse no relógio da cozinha perceberia que ainda restavam muitos minutos. E, se olhasse no relógio da vida, perceberia que hoje já estaria formada. Mas como ninguém é perfeito..." (book 8 and 9 - página 49 e 50)

15 de set de 2008

Conheci um louco por Jesus

Comprei o livro Jesus Freaks por DC Talk mês retrasado, e as histórias de pessoas que preferem morrer à negar Jesus me levaram a pensar sobre o quanto eu amo Jesus, e o que eu tenho feito por causa desse amor.

Ontem no culto tive o privilégio de conhecer um louco por Jesus ao vivo e a cores. O Missionário Miguel Zugger pregou na nossa Igreja e compartilhou seu testemunho e suas experiências evangelizando os muçulmanos.

Ele viveu 32 anos sem Jesus. Cego pela religião, servindo à um deus desconhecido, atormentado por pensamentos terroristas que foram plantados na sua cabeça desde os 12 anos, quando usou um fuzil pela primeira vez. Mas foi no período em que estava trabalhando na Argentina, ao aceitar o convite de participar de um acampamento da Igreja Batista, que ele sorriu tanto que ficou com dores nos ossos do rosto. Porque um muçulmano é ensinado a não chorar porque é covardice, e a não sorrir porque é levianismo. E nesse acampamento ele sorriu, ele conheceu Jesus.

De terrorista palestino à batista fervoroso, Miguel Zugger abandona todas as armas e fuzis, em obediência ao chamado de Deus, para levar a palavra do Deus vivo ao seu povo na palestina. Pois grande é a dor do seu coração em ver o seu povo separado de Cristo, como sentia Paulo:

"Digo a verdade em Cristo, não minto, dando testemunho comigo a minha consciência no Espírito Santo, que tenho grande tristeza e incessante dor no meu coração. Porque eu mesmo desejaria ser separado de Cristo, por amor de meus irmãos, que são meus parentes segundo a carne;" (Romanos 9:1)
Miguel contou que já foi preso 43 vezes por pregar as boas novas de salvação. As igrejas na palestina são clandestinas, ou seja, escondidas e secretas. Os cristãos são perseguidos, e dizer que você crê em Jesus significa ser banido da família e ser considerado traidor. Miguel pede oração pra que ele permaneça fiel à Deus independente das circunstâncias.
Você e eu temos liberdade de adorar à Deus e pregar a palavra, e o que estamos fazendo?

Abaixo uma entrevista que achei na net procurando saber mais sobre esse ministério.

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Missionário M.Z. é preso na Jordânia acusado de uma atividade proibida no país: evangelizar. Pressionado a negar a fé, ele foi deportado ao Brasil.

Jornal de Missões - Há quanto tempo você e sua família estavam na Jordânia?

M.Z.: Há sete meses. Nesse período eu estive na Palestina duas vezes dando assistência com cestas de alimento e apoio espiritual aos nossos irmãos que estão presos.

JM - Como e onde você realizava o seu trabalho missionário? Quem eram as pessoas que você alcançava?

M.Z.: Na verdade, eu não escolhia lugares ou pessoas específicos, até porque, hoje, já não há divisão de classes entre o povo palestino; só há pessoas sofrendo. Então evangelizava nas ruas, nos táxis, nos carros de lotação e, claro, nas áreas onde podia ter acesso. Aproveitava as oportunidades para falar de Jesus, fosse na cidade, em campos de refugiados, nas aldeias. O meu ministério nessa área se expandiu bastante porque pude trabalhar não somente na Faixa de Gaza, como também em grande parte da Palestina. Houve muitas conversões nesse tempo.

JM - Como você entrava nos campos de refugiados?

M.Z.: Depois de um tempo as próprias autoridades passaram a facilitar a minha entrada porque viram que realmente eu estava levando socorro para aquele povo sofrido. Mas nem sempre foi assim. Muitas vezes fui torturado por causa de uma caixa de alimentos ou um lote de bíblias que carregava comigo. Mas as necessidades são tantas que começaram a entender. Um policial me disse: ‘Gostaria que outros, como você, chegassem aqui para fazer esse trabalho; nós os autorizamos até mesmo a falar de Cristo, como vocês querem, mas por favor, cuidem de nós’.

JM - Como foi sua prisão agora?

M.Z.: Estávamos em casa quando, por volta das 22h30, a campainha tocou. Ao abrir a porta, mais de 20 policiais invadiram a nossa casa de uma maneira muito brutal. Levamos um grande susto. Minha esposa estava dando comida para o nosso filho. Eles não deram nenhuma oportunidade para fazermos nada. Vasculharam tudo e encontraram bíblias, fitas, CDs com gravações evangelísticas e outros materiais. Mas, o momento que mais me chamou a atenção foi quando encontraram, na varanda, umas caixas com mais de 500 novos testamentos. Todos pularam em cima. Eu falei para não se preocuparem pois não havia armas ali. ‘Isto aqui’, disse o chefe da polícia secreta, apontando para os novos testamentos, ‘é pior do que armas’. E falou ainda: ‘Isto pode levantar uma guerra civil em nosso país, vocês estão aqui para provocar uma guerra’. Eu não entendia o que ele queria dizer. Então me levaram e apreenderam todo o material.

JM - E qual foi a acusação que pesou sobre você?

M.Z.: Eu já esperava ser preso a qualquer momento, pois estava pregando o Evangelho. Só não imaginava que poderia ser da forma como foi, com a invasão do meu domicílio. Quanto a acusação, em nenhum momento me deram uma explicação oficial. Fui preso porque deixei de ser muçulmano e agora sou cristão e, além disso, estava evangelizando. O chefe de polícia disse que não há nada contra a Bíblia e os cristãos, até porque há igrejas na Jordânia. Ele falou que não podíamos era fazer o que vínhamos fazendo, ou seja, o trabalho missionário. Isto sim, segundo ele, é que os levaram a prender-me.

JM - Você acha que alguém o denunciou?

M.Z.: Na verdade a polícia secreta conhecia bem o nosso trabalho, pois ela tem um sistema de informações fortíssimo na região. Não neguei que era missionário e me pressionaram muito sobre isso. Para as autoridades o fato de estar evangelizando muçulmanos é que pesou na hora da prisão. Hoje, não estou preocupado com quem nos denunciou e com aqueles que me acusaram. Como disse, eu estava esperando isso a qualquer momento, mas também devo dizer que nós trabalhávamos com muita prudência, à base de muita oração e da orientação de Deus.

JM - Você estava evan-gelizando um taxista e houve a suspeita de que fora ele ou um amigo dele quem o entregou. Isto pode ser verdade?


M.Z.: Bem, eu não sei se foi exatamente isso. Realmente corríamos sempre risco, na medida em que falávamos com as pessoas. O taxista foi um milagre de Deus, não tive problemas com ele, pelo contrário, sempre vi que ele tomou uma decisão genuína. Com certeza não foi ele o autor da denúncia. A polícia já estava rastreando nossas atividades há muito tempo, desde que chegamos à Jordânia, porque quando eu passava para a parte de Israel, a polícia israelense também me fazia muitos interrogatórios. Parece que existe um trabalho conjunto entre as polícias dos países daquela região.

JM – Então você não era um desconhecido.

M.Z.: Nos bairros próximos de nós todos já nos conheciam. No último Natal, muitas pessoas, que não eram cristãs, ligaram para nossa casa nos felicitando por essa data. Certa vez um policial me perguntou: ‘Quanto você pagou, ao bairro inteiro, para que as pessoas o tratem tão bem? Que tipo de artista é você para conquistar esse povo?’ As pessoas nos procuravam para pedir conselhos para seus problemas. Então louvo a Deus e agradeço a forma como Ele preparou muitos corações naquele lugar. A cidade inteira já conhecia o nosso testemunho. Sabiam que somos cristãos. Por tudo isso, hoje temos frutos tremendos na Jordânia. A conversão do taxista e de outras pessoas provam isso.

JM – Quanto tempo você ficou preso?

M.Z.: Fiquei encarcerado durante quatro dias numa cela escura, de aproximadamente 1,5 m por 1,5 m, sem comida e sem receber sequer um copo d’água, sem saber se era dia ou noite, e totalmente incomunicável. Foi muito, muito duro.

JM - Você foi torturado? Houve pressão para você negar o nome de Jesus, como aconteceu outras vezes?


M.Z.: Na verdade não me tocaram fisicamente, mas a tortura emocional foi tremenda. Quando me tiraram daquela cela escura, me levaram para uma sala a fim de fazerem novo interrogatório. Eu estava encapuzado. Não sabia onde estava pisando. Havia pessoas atrás de mim batendo uns ferros para me deixar ainda mais assustado. Quando cheguei ao local tiraram o capuz e vi que estava diante de autoridades. Primeiro me pediram para negar a Jesus. Houve humilhações. Às vezes me pressionavam dizendo que poderia acontecer alguma coisa com a minha família. Essa tortura foi a maior porque a minha maior preocupação era com a minha esposa e meu filho. Ninguém me dava informação deles. Depois insistiram para que seu negasse a Jesus, se assim o fizesse, estaria em liberdade. No último dia um juiz militar falou que eu tinha 48 horas de vida, pois seria condenado e fuzilado. Ele dizia: ‘Você sabe o que significa um muçulmano abandonar a sua religião’. Pela lei islâmica ele deve ser morto. Então, quando ele me disse: ‘É agora ou nunca. Você vai negar esse Jesus ou prefere ser fuzilado?’. Eu falei para ele: ‘O senhor já terminou sua acusação, o seu trabalho, senhor juiz? Porque a minha resposta vocês já conhecem perfeitamente’.

JM – O que aconteceu depois disso?


M.Z.: Me levaram de volta para a cela. Naquele momento não consegui segurar minhas lágrimas porque estava voltando para aquele lugar escuro, sem saber o que poderia acontecer com a minha família. Nesse instante orei e, de repente, uma grande paz inundou meu coração. Falei então para o Senhor: ‘Agora posso estar contigo’. Minutos depois bateram à porta e jogaram a minha sacola. Falaram para eu trocar as roupas porque em cinco minutos estaria saindo dali. Entretanto, me levaram para uma cadeia pública. Ali pude experimentar a providência de Deus e entender por que Ele permitiu que eu passasse por tudo isso. Naquela prisão estavam mais de 30 muçulmanos estrangeiros, de todos os países do Oriente Médio e de alguns do Norte da África. Era gente do Egito, do Iraque, da Líbia, do Sudão, da Somália, do Senegal, do Quênia, do Marrocos. Imagine cada representante desses povos ouvindo a mensagem de salvação em Cristo.

JM - Como foram aqueles contatos?

M.Z.: Um jovem me disse: ‘Eu procurava uma bíblia e de repente Deus manda um pastor para mim’. Esse rapaz e também um líder muçulmano, do Paquistão, se converteram. Este último me abraçou e pediu para que eu orasse por ele. Era um muçulmano fanático mas, no último dia, ele declarou que todas essas coisas que fizera em nome da sua religião não valeram nada na sua vida. Ele me disse: ‘Você foi torturado, e nós não passamos nem um segundo pela sua situação, e ainda assim você entra aqui alegre, fala do amor de Jesus, então senti que você está falando de uma relação pessoal com Deus’. Ele disse que estará à minha disposição e pediu para que eu o procurasse quando estivéssemos em liberdade. O seu endereço está comigo. Os próprios policiais, na hora do interrogatório, pediam para eu falar tudo de novo e quando chegava no momento de contar o meu testemunho, eles não queriam ouvir. ‘Mas não posso falar nada assim porque tudo está ligado à minha conversão’, eu dizia. Eles então foram obrigados a ouvir a minha história. Como eu ficava feliz com isto! E via os olhos dos policiais mexendo. Isso os incomodava. Para mim foi duríssimo passar por essa situação, mas louvo a Deus porque senti como, em todos esses momentos, fui instrumento nas mãos de Deus.

JM - Depois disso, você foi solto. Teve alguma condição para a sua libertação? Se você tivesse negado a Jesus, teria permanecido na Jordânia?

M.Z.: Eles me pressionaram, mas eu não assinei nada atendendo aos pedidos deles para eu voltar atrás. Chegaram a me dizer: ‘Você teria a sua liberdade e muitas outras coisas porque nós conhecemos o teu passado e você poderia ser útil ao nosso país’.

JM - E como foi sua saída do país?

M.Z.: Já estava tudo preparado para a minha deportação. Eu pedi para eles me deixarem ir à minha casa, pelo menos para arrumar as minhas coisas, mas nem isso permitiram. Disseram que eu teria de sair dali imediatamente. Não me deram nenhuma oportunidade para sair livremente da porta da prisão. Eu saí encapuzado e algemado, escoltado por policiais, e segui direto para o aeroporto, onde a minha esposa e meu filho já estavam me aguardando. No trajeto para o aeroporto, uma viagem de 45 minutos, os dois policiais que me levavam falaram que eu era louco, que poderia viver como eles, os muçulmanos, que não haveria problemas. Pude então testemunhar que a nova vida só é possível em Cristo. Eles ouviram mais uma vez a mensagem de salvação e pediram para eu falar versículos da Bíblia. Depois, lá no aeroporto, quando reencontrei minha esposa e meu filho, eles viram que o amor está presente na nossa família. Interessante é que eu deveria continuar sendo conduzido algemado, mas o policial responsável pela escolta disse o seguinte: ‘Tenho vergonha de fazer isso porque você é um homem diferente. Vou assumir essa minha atitude diante das autoridades, mas vou deixar você andar livremente’. Nesse momento, um deles falou para mim: ‘Estou muito feliz em ter conhecido você’. E nos levaram para dentro do avião.

12 de set de 2008

Já chega Deus, eu quero uma namorada!


Autor: Marcos Botelho

"Cada vez está acontecendo mais cedo entre os jovens, já chegou na fase da adolescência: O dia do acerto de contas com Deus!

Vai haver um dia, ou todos os dias, que você do nada sente falta de alguém que não conheceu, sente falta de uma namorada, ou no caso das meninas um namorado, sente falta de estar com alguém. Você olha para sua vida vê que tem até certo ponto se cuidado, está levando a vida a sério e até já ora pelo assunto namoro e casamento, e nada, nada de Deus te dar um namoro.

Ai, pela graça de Deus, você chega na presença Dele e fala: Já chega Deus, eu quero uma namorada! Por que Você está fazendo isso comigo? Para responder este questionamento, peço licença para usar uma experiência na minha vida onde fiz esta exigência para Deus e ele me respondeu de uma forma que jamais esquecerei.

Já tinha me formado do seminário e estava no ministério, com um namoro com mais de três anos nas costas, com planos de casar e tal. Foi quando nesses furacões da vida acabou tudo, sem chance de voltar.

Estava arrasado, muito mal mesmo, estava vendo-a se dando bem com outro cara e eu aqui sem nada, foi quando decidi ir conversar com um dos meus mentores, afinal de conta pastor é pra isso, não é?

Cheguei para esse mentor e amigo de ministério para me abrir com ele. Estava contando sobre minha vida e como tinha me dedicado nos últimos anos para Deus, colocando Ele em primeiro lugar na minha vida, fazendo tudo o que é certo, e como minha vida tinha caído por terra naqueles últimos meses por causa daquele fim de namoro. Entramos na madrugada naquela noite, e ele foi ouvindo todo o meu desabafo e tudo que eu precisava falar. Foi quando estávamos chegando no fim daquele aconselhamento e já estava esperando as famosas palavras que os pastores costumam dizer nesta hora. Você sabe quais são né? “Não se preocupe meu jovem, Deus tem reservado alguém especial para você!”

Mas aquele meu mentor, não era igual a maioria dos pastores. Como eu gostaria naquela hora que ele fosse igual e me dissesse estas palavras mágicas, mas ele não era. Ele virou para o meu lado, olhou nos meus olhos e perguntou: Você já entregou sua vida por completa a Jesus Cristo?

Não entendi o porque ele estava perguntando aquilo aquela hora, será que ele não tinha ouvido tudo que eu tinha falado até então, de todo o meu ministério e o tanto que estava dedicando minha vida ao Senhor? Mas ele me explicou. Marcos, tenho ouvido você falar o tanto que você esta fazendo para Deus, mas a única coisa que ele te pede é que você entregue a sua vida toda para ele. Você já entregou o seu direito de se casar para Deus.

Eu respondi depressa e com ironia: você me conhece, se Ele fosse pedir isso não me faria tão hetero como sou. Rimos um pouco e ele me explicou, se alguém que já se deparou com Cristo na cruz ainda achar que tem algum direito a exigir dele, não se converteu, não entregou a sua vida na cruz de Cristo.

A paulada foi tão grande que eu não dormi naquela noite, pois descobri que era o filho mais velho da parábola do filho prodigo, fazia tudo para Deus para ganhar as bênçãos que achava que tinha direito.

Se aquele amigo tivesse falado as palavras mágicas dos pastores eu teria ido dormir bem naquela noite, e acordaria com o coração bem confortado longe de Deus.
Hoje entendo um pouco sobre os planos de Deus e creio que ele faz coisas maravilhosas para os que os amam. Mas sei que se Deus der o que merecemos por direito, Deus nos daria a cruz e a morte! Graças a Jesus que não ganho o que eu mereço, e sim o que não mereço: a salvação.

Por isso, quando chegar o dia do acerto de contas com Deus sobre o seu namoro que não chega, não vem me procurar para se aconselhar, procura aqueles pastores que vão falar: Não se preocupe, Deus tem preparado alguém especial para você! Porque, a final de contas, na maioria das vezes Deus tem mesmo, não é"

Fonte: Sexxxchurch

10 de set de 2008

As duas maneiras de interpretar a Bíblia

Autor: Marcos Botelho

"Que a Bíblia é a palavra de Deus, isso eu não discuto, mas que a interpretação (hermenêutica) que nós fazemos e a mensagem que nós pregamos a partir dela é mensagem de Deus, aí já não coloco a mão no fogo. Pois mesmo a Biblia sendo palavra de Deus, os princípios de interpretação que você tiver vão definir se o que você fala vem da parte de Deus ou de outras partes.

Ter uma hermenêutica errada seria como se você tivesse tomado uma picada de uma serpente venenosa e lhe restasse pouco tempo de vida e, agora você se encontra frente a dezenas de remédios do depósito da fazenda e na sua mão a receita do único remédio que pode te salvar, mas você não consegue interpretar o que está escrito no papel. E com isso, você arrisca, tomando o remédio que “acha” ser o que está escrito. O problema é que se você errar o chute, você vai morrer. Em se tratando de interpretação bíblica, não tem como basear a nossa vida em achismos.

Citar a bíblia para afirmar uma verdade sua não quer dizer nada demais. Gostaria de tirar como base alguns princípios que encontrei na hermenêutica usada por Satanás e por Cristo no episódio da tentação no deserto (Mt.4:1-11).

Quando Satanás tenta Jesus no alto do templo, falando para Ele provar que é filho de Deus pulando lá de cima, Satanás cita Salmo 91:1 e 2, rogando as promessas do cuidado de Deus para os Seus filhos.

Se até Satanás pode citar e interpretar a bíblia, a grande questão é: quais são os princípios que vamos usar na nossa interpretação para não serem os mesmos princípios de Satanás e sim de Jesus?

Algo que me chama atenção é que Satanás só cita a bíblia em uma ocasião das três tentações, só quando o texto parecia estar ao seu favor. Ele usa exatamente a introdução que Jesus já tinha feito na resposta da tentação de transformar pedra em pão: “pois está escrito”. Creio que esta seja a dica de diferença entre Jesus e Satanás, Jesus cita a Palavra de Deus nas três respostas. A questão é que não é só na tentação, Jesus respira palavra de Deus o tempo todo. O único na história que poderia ter livre docência ao ensinar e viver, decide viver a sua vida toda debaixo do que tinha sido revelado. Satanás, porém, já tinha a idéia pronta, o que queria fazer e viver e foi até a bíblia para encontrar apoio na sua verdade. E este é um dos princípios da hermenêutica de satanás: o texto como pretexto para o que quer afirmar.

O interessante é que, quando o querer do interprete é maior que a bíblia, ele usa as bênçãos para si e as recomendações para os outros. Como é interessante ver que as três vezes que Jesus cita a Bíblia para responder Satanás, Ele interpreta para Ele mesmo e não para atacar satanás. Ele afirma que não só de pão ele vive, mesmo estando 40 dias sem comer. Não tentarás o senhor teu Deus, mesmo sabendo que Deus responderia os desejos do seu coração, e que ele deveria adorar somente a Deus. Todas as citações foram de encontro com Ele mesmo e não diretamente a Satanás.

Nas batalhas espirituais daqueles que tem o princípio do reino de Cristo, a palavra sempre passa primeiro por aquele que interpreta, diferentemente do acusador, que as usa sempre para atacar o outro, independente do que a palavra fala para ele mesmo.

Pensando bem nos dias de hoje e neste texto, o que estava por trás dos desafios que satanás colocou a Jesus? Fico pensando que Jesus poderia transformar não só a pedra em pão como o próprio diabo em pão. Não pularia do templo e pediria para os anjos pegarem, ria da cara de Satanás e sairia voando. E na hora de que Satanás pedisse para ele se prostrar, com um dedo ele apontaria para Satanás e o fazia beijar seu pé naquela mesma hora. Esta é a reação de um Jesus todo poderoso! Não é?

Mas se ele reagisse dessa forma, com tudo o que ele tem “direito”, ele teria caído nas três tentações de Satanás: prazer, poder e fama. Teria interpretado as verdades do Reino com os princípios da hermenêutica de Satanás. Mas Jesus, ao vencer as tentações, mostra que seu reino não teria os princípios deste mundo, e sim, princípios de renúncia, serviço e humildade.

Esta é a grande diferença entre a hermenêutica de Satanás e a hermenêutica de Jesus, uma parte da prerrogativa do que dá prazer, poder e fama e a outra, da prerrogativa do amor: renúncia, serviço e humildade. Que Deus nos ajude a viver os princípios da hermenêutica de Cristo."

5 de set de 2008

Difficulties are Proof Contexts

Author: Elisabeth Elliot

Repeatedly I am asked variations of this question: Did the Lord comfort you or were you sometimes lonely or sad? It is not an either-or thing. If I had not been lonely and sad at times, how could I have needed, received, or appreciated comfort? It is the sick who need the physician, the thirsty who need water. This is why Paul not only did not deplore his weaknesses, he "gloried" in them, for they provided the very occasions for his appropriating divine help and strength.

It was in prison that Joseph knew the presence of the Lord.

It was in the lion's den that Daniel's faith was proved.

It was in the furnace that Daniel's three friends found themselves accompanied by a fourth.

We have plenty of "proof texts"--but in order to experience their truth we have to be placed in "proof contexts." The prison, the lion's den, the furnace are where we are shown the realities, incontestably and forever.

3 de set de 2008

A Bíblia que você não vai esquecer na igreja

Perder a Bíblia não tem tanto problema porque geralmente temos mais de uma. E sempre que perco uma Bíblia me consolo pensando que vai ser benção pra quem achá-la.

Porém, o pior mesmo é que junto com a Bíblia perdemos os textos que sublinhamos, as anotações que fizemos no rodapé daquele capítulo que marcou num momento a sós com Deus, o versículo tema do acampamento do ano passado marcado com uma cor diferente, ou daquela pregação que parecia que a Palavra era só pra você.

E quando tem dedicatória?! Ai, ai...Perder a Bíblia que ganhamos de um líder, que tem cooperado no nosso crescimento espiritual, com uma dedicatória especial é cruel.

Mas quero apresentar uma solução que pode ajudar: YouVersion!!

Youversion é uma Bíblia online que agora tem a tradução em várias línguas, inclusive Português.

Sei que você já deve ter visto muitas Bíblias online, mas essa é especial pelo fato de permitir que você sublinhe os textos que gosta e faça anotações sobre o que significam pra você e salve. Você também pode salvar textos que achou na internet, vídeos, links e fotos relacionados com o seus versículos Bíblicos favoritos. É MUITO DEZ! Tudo isso pode ser compartilhado com outras pessoas ou mantido privado, a escolha é sua.

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Fiquem na paz!

2 de set de 2008

A melhor recreação!

Fiz muita coisa divertida nesse fim-de-semana e feriado: passeei com a Drika em Manhattan, assistimos Mary Poppins na Broadway, entre outras coisas...(vou postar sobre isso mais tarde). Porém, a melhor recreação foi o almoço de ontem, não pela comida em si, mas pela conversa sobre as coisas de Deus. Amy Carmichael escreveu:
"There is no better recreation than the recreating of the Spirit." - que quer dizer: "Não há melhor recreação do que a recriação do Espírito."
E é bem verdade que os momentos mais valiosos pra nós que somos Cristãos, são os que somos renovados no Espírito. E isso não precisa acontecer somente nos cultos, aliás é mais valioso quando acontece nos momentos comuns do nosso dia.

Churrasquinho ao ar livre lá no meu prédio novo, feito pela minha vizinha Rose e sua família. Entre as garfadas e um golinho de refrigerante surgem assuntos interessantes. Estavam presente a família Souza, a Lúcia, minha amiga e eu. Conversei com o Luís, falando primeiro sobre a tendência que os EUA tem de abafar as coisas ruins do país: a violência, a bandidagem, etc. Enquanto, no Brasil é o contrário, tende-se a divulgar a violência. Porém, sabe-se que nos EUA existem estados dominados pela violência, prostituição, abuso de drogas, etc. Um bom exemplo é a cidade de São Francisco, na Califórnia. Conversando sobre a história de Sodoma e Gomorra na Bíblia, e analisando as causas de tanto pecado chegamos ao tema da família, concluindo que perdemos os valores Bíblicos de família:


O pai como líder, que ama a esposa como Cristo ama a Igreja. A mãe submissa, que pode opinar sim, mas sabe se sujeitar ao esposo. Os filhos obedientes, que honram os pais em tudo. E pais que incentivam seus filhos positivamente. Um exemplo atual de família é a de Billy e Ruth Graham.

Sei que esses valores precisam ser desenvolvidos diariamente na família. Falhamos sim, mas não podemos perder o foco. Eu quero uma família que glorifique à Deus, refletindo Seu amor. Isso precisa começar comigo, como filha e como irmã, para que futuramente eu possa glorificar à Deus como esposa e como mãe. Bons filhos(as) são bons esposos(as) e bons pais(mães). Conversamos sobre reaver os valores perdidos. E mesmo ao namorar procurar saber e conhecer o relacionamento do namorado(a) com os pais antes de começar qualquer coisa.

Eu oro pelo meu futuro lar pra que seja um testemunho vivo do amor de Deus.

Aqui vai um texto que explica bem os valores que perdemos e resume muito do que conversamos ontem:

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"Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que edificam...” (Sl. 127.1.)
É possível!

A palavra casa, neste verso não tem um significado físico, mas sim uma o de uma "casa–família", isto è, um lugar de comunhão, composto de vários membros, ligados por um relacionamento entre pais e filhos, marido e esposa.

A presença de Deus, como construtor, no seio da família, è de real importância, porque não se pode haver uma felicidade duradoura sem uma ajuda constante de Deus.

A prioridade absoluta afim que a "casa-família" possa no tempo, manter o amor, a unidade e a prosperidade, não depende só das condições econômicas ou da capacidade humana em administra-la, mas sim do ensinamento dos princípios fundamentais bíblicos e da presença de Deus. Pode parecer impossível, porém esta è uma realidade: as vezes alguém quer que Deus opere em sua vida, sem que esta mesma operação seja extensiva à sua casa, mas, Deus quer abençoar-nos individualmente mas muito mais coletivamente. Vivemos em um mundo, onde o matrimonio não è considerado mais como instituição divina, e as pessoas vêm a família apenas como instituição social, com propósitos e finalidades egoístas e sem sérios compromissos, podendo iniciar e findar em qualquer tempo, esquecendo-se das profundas feridas que permanecerão abertas até o fim das vidas envolvidas.

A família faz parte do plano de Deus para o homem. Deus formou a família no jardim do Eden e fez com que o primeiro casal tivesse alegria, e mais, o privilégio de gerar e criar filhos. O profeta Malaquias (2:15) reafirma um dos propósitos de Deus na família: a procriação de filhos piedosos que temem e obedecem ao Senhor. Através do Antigo Testamento, e de modo especial em Deuteronomio, Deus orienta seu povo a respeito de como os pais devem educar, instruir e guiar os seus filhos

A família è uma das boas dádivas de Deus. A vida familiar pode e deve ser como um paraíso na terra. Deus há fez assim. È possível! O segredo do sucesso è simples: obedecer a Deus e seguir as suas instruções. Não esquecendo do Sl. 119.105 "Lâmpada para os meus pés è a tua palavra, e luz para o meu caminho".

A família deve viver diariamente momentos de comunhão, proporcionando aos seus membros:

1° Formação física: através da convivência, dos bons exemplos, è que se desenvolve o corpo a personalidade e o caráter, harmoniosamente. A família além de alimentar o corpo, deve alimentar também a alma.

2° Informação: Os valores morais e espirituais são passados aos filhos e estes lhes servem para o desenvolvimento da vida, valores que são eternos.

3° Dialogo: É essencial conversar sobre os ideais, sobre os anseios e tristezas, vitórias e alegrias, as experiências do dia a dia, vida escolar, profissional, o que se vê e o que se ouve, tem no lar o melhor ambiente para serem analisados, sempre com muito temor a Deus.

4° Troca de experiências: não só os filhos devem aprenderem com os pais, mas também os pais com os filhos as experiências vividas no dia a dia, selecionando-as, e aplicando-as para o bem estar de todos.

5° Momentos de lazer e recordações: a família precisa gozar juntos, dos momentos de passeios e recordações, de passagens familiares que não podem ser esquecidos, conservando assim a sua própria história.

6° Ensino sobre a fé: são momentos de comunhão com Deus, onde Ele è exaltado e o nome de Jesus è proclamado. Cânticos, orações e estudos bíblicos, em família, enriquece a todos.

Sabemos que muitas são as barreiras encontradas na vida familiar: o corre-corre do dia a dia, filhos abandonados ao seu próprio destino, desvalorização da convivência familiar, o egoísmo, a interferência da televisão e outros meios de comunicação, o consumimos, a perda dos conceitos divinos estabelecidos para a família, etc.

Mas, com tudo isto, nós, cristãos somos chamados a fazer do nosso lar, um lugar onde o Espírito Santo tenha a primazia em nossas vidas, e que todos os membros da família trabalhe pela felicidade um do outro, harmoniosamente, agradando a Deus e vivendo melhor, è possível!

(da Lagoinha)
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